Sorry, you need to enable JavaScript to visit this website.
Skip to main content

Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE)

Os CRIE são locais estruturados e organizados para oferecer suporte às pessoas com condições médicas especiais que
requerem cuidados específicos e apresentam contraindicações à utilização de produtos disponíveis na rede pública de
saúde, incluindo pacientes em tratamento contra o câncer. Com mais de 50 unidades distribuídas pelo país, pelo menos
uma em cada estado, os CRIE asseguram acesso a cuidados adequados para esses pacientes.1,5


Pacientes aptos para receber imunobiológicos especiais, seja na rede pública ou privada, podem receber atendimento e
vacinação no CRIE. O atendimento às pessoas com condições clínicas especiais é realizado pela Rede de
Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (RIE), composta por Centros de Referência para
Imunobiológicos Especiais (CRIE), Centros Intermediários de Imunobiológicos Especiais (CIIE) e, conforme a indicação
da vacina e a organização da rede local, também por Unidades Básicas de Saúde (UBS).1,5

O que são imunobiológicos especiais?

São vacinas, soros e imunoglobulinas com alto custo e tecnologia, que são destinados a grupos especiais como pessoas
com imunodeficiências, doenças crônicas graves, ou maior exposição a infecções. São disponibilizados pelo SUS via
Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).1,3

Pessoas elegíveis para o uso de imunobiológicos especiais

Os imunobiológicos especiais não fazem parte da rotina de vacinação da população em geral e são destinados a grupos
específicos definidos pelo Programa Nacional de Imunizações. Existem grupos específicos que podem se beneficiar
desses recursos e, para alguns, esses imunobiológicos são benefícios indispensáveis.3

Os grupos elegíveis para o uso de imunobiológicos especiais incluem:3

1. Pessoas com condições médicas específicas que as tornam vulneráveis a certas doenças;
2. Indivíduos com alergias graves ou reações adversas a vacinas comuns;
3. Grupos populacionais em situações especiais, como gestantes, idosos e pacientes imunocomprometidos;
4. Profissionais de saúde que possam estar expostos a riscos específicos devido à natureza do seu trabalho;
5. Pessoas que convivem com pacientes imunocomprometidos ou com pacientes com doenças contagiosas.
 

Esses são alguns exemplos, e a elegibilidade para o uso de imunobiológicos especiais pode variar dependendo das
recomendações médicas.3,4
 

A importância da vacinação em grupos de risco

Para pacientes com sistemas imunológicos enfraquecidos, como aqueles que estão passando por tratamentos ou têm doenças que afetam suas defesas naturais, a vacinação é essencial para evitar doenças graves. Como essas pessoas têm mais dificuldade em combater vírus e bactérias, é essencial protegê-las. A grande preocupação é que uma simples infecção se torne algo sério.1,2

As vacinas ajudam o sistema imunológico a se fortalecer, produzindo anticorpos para lutar contra os agentes infecciosos, evitando que as pessoas fiquem gravemente doentes ou tenham que ser internadas no hospital.1,2

Porém, pacientes com sistema imunológico enfraquecido precisam ter cuidados especiais com o tipo de vacina que recebem. Algumas vacinas, que usam vírus ou bactérias vivos, são seguras para a maioria das pessoas, pois não causam a doença completa, apenas estimulam o corpo a produzir anticorpos. No entanto, para pacientes com sistema imunológico enfraquecido, algumas essas podem ser perigosas, até mesmo causando a forma mais grave da doença.1,2

Dependendo do quanto o sistema imunológico está enfraquecido, algumas vacinas podem não ser recomendadas, ou podem ser administradas somente depois que o paciente parar temporariamente a medicação, para garantir que o corpo responda bem à vacina.1

Lembre-se!

A vacinação é crucial para proteger não apenas pessoas saudáveis, mas também as imunocomprometidas. Garantir que esses grupos tenham acesso a vacinas seguras é essencial para preveni-los de doenças graves e melhorar sua qualidade de vida. A conscientização sobre vacinação na comunidade reduz a propagação de doenças e promove a saúde pública.1,2

Glossário

Imunoglobulinas são proteínas produzidas pelo sistema imunológico que auxiliam na identificação e defesa contra agentes infecciosos, como vírus e bactérias.

Referências Bibliográficas

1. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Departamento de Imunizações e Doenças Imunopreveníveis. Manual dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais. 6. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/guias-e-manuais/2024/manual-dos-centros-de-referencia-para-imunobiologicos-especiais-6a-edicao . Acesso em: 31 jul. 2026.
2. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Calendário: Pacientes especiais. São Paulo: SBIm, atual. 26 maio 2025. Disponível em: https://sbim.org.br/calendario-de-vacinacao/pacientes-especiais . Acesso em: 31 jul. 2026.
3. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. CRIE. Família SBIm, atual. 2 out. 2025. Disponível em:
https://familia.sbim.org.br/seu-calendario/pacientes-especiais/crie . Acesso em: 31 jul. 2026.
4. PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO. Secretaria Municipal de Saúde. Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE). Rio de Janeiro: SMS-Rio. Disponível em: https://saude.prefeitura.rio/vacinacao/crie/ . Acesso em: 31 jul. 2026.
5. BRASIL. Ministério da Saúde. Relação Nacional dos CRIE. Atualização: 21 nov. 2024. Disponível em:
https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao/arquivos/relacao-nacional-dos-crie . Acesso em: 31 jul. 2026.
6. FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas. Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais. Rio de Janeiro: INI/Fiocruz. Disponível em:
https://www.ini.fiocruz.br/centro-de-referencia-para-imunobiologicos-especiais-2/ . Acesso em: 31 jul. 2026
 

PP-UNP-BRA-6995